sábado, 24 de setembro de 2011

Poeta do Mês de Setembro:João Cabral de Melo Neto



João Cabral de Melo Neto nasceu no Recife, em 9 de janeiro de 1920. Após passar a infância em engenhos de açúcar, estudou com os Irmãos Maristas em sua cidade natal. Em 1942 estreou em livro com Pedra do sono, em que é nítida a influência de Carlos Drummond de Andrade e de Murilo Mendes. Em 1945 publicou o engenheiro, em que se manifestam os rumos definitivos de sua obra. Nesse mesmo ano, prestou concurso para a carreira diplomática, servindo na Espanha, na Inglaterra, na França e no Senegal. Em 1969, foi eleito por unanimidade para a Academia Brasileira de Letras.
O que parte da crítica literária vem chamando de Geração de 45 consiste num grupo de poetas já desligados da revolução artística de 22, que recuperaram certos valores parnasianos e simbolistas, como o rigor formal e o vocabulário erudito. No entanto, à chamada Geração de 45 pertencem poetas não-catalogáveis, o que nos leva a preferir a análise individual desses autores à análise da geração enquanto grupo. Dessa forma, João Cabral de Melo Neto só pertenceria à Geração de 45 se levado em conta o critério cronológico; esteticamente, afasta-se de grupos, por ter aberto caminhos próprios, tornando-se, portanto, um caso particular na evolução da poesia brasileira moderna.
A poesia de João Cabral se caracteriza pela objetividade na constatação da realidade e, em alguns casos, pela tendência ao surrealismo. No nível temático, podemos distinguir em sua poética três grandes preocupações, apresentadas a seguir.
O Nordeste com sua gente: os retirantes, suas tradições, seu folclore, a herança medieval e os engenhos; de modo muito particular, seu estado natal, Pernambuco, e sua cidade, o Recife. São objeto de verificação e análise os mocambos, os cemitérios e o rio Capibaribe, que aparece, por mais de uma vez, personificado.
A Espanha e suas paisagens, em que se destacam os pontos em comum com o Nordeste brasileiro. "Sou um regionalista também na Espanha, onde me considero um sevilhano. Não há que civilizar o mundo, há que 'sevilhizar' o mundo", afirma o poeta.
A Arte e suas várias manifestações: a pintura de Miró, de Picasso e do pernambucano Vicente do Rego Monteiro; a literatura de Paul Valéry, Cesário Verde, Augusto dos Anjos, Graciliano Ramos e Drummond; o futebol de Ademir Meneses e Ademir da Guia; a própria arte poética.João Cabral apresenta em toda a sua obra uma preocupação com a estética, com a arquitetura da poesia, construindo palavra sobre palavra, como o engenheiro coloca pedra sobre pedra. É o "poeta-engenheiro"; que constrói uma poesia calculada, racional, num evidente combate ao sentimentalismo choroso; para isso, utiliza-se de uma linguagem enxuta, concisa, elíptica, que constitui o próprio falar do sertanejo:

"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."

(Morte e Vida Severina)



Morte e Vida Severina

"Poetizando Os capitães da Areia" -9ºano





Meninos abandonados
Nem sempre amados
Nem sempre respeitados
Acostumados a chorar sem serem escutados.

Na escola da vida
Aprendem a ser fortes
Contando com a sorte
De um dia ter um lar
E uma mãe para amar.

Como a vida é difícil
Para aqueles que têm o vício
De roubar para comer
Lutando para sobreviver.

Meninos abandonados
Amanhã,adultos marginalizados
E o ciclo não para
A menos que a sociedade diga:Pare!

Renata,Amanda e Paula Formiga.

Aquele pobre sonhador
Andando pelas quentes calçadas
Ah,se a praia da Barra pudesse falar...
Ela me contaria que escuta o Jazz
Que o ritmo e a dança estão nos seus pés
E que viu aquele homem moldar seus sonhos
Ar,se a praia da Barra pudessa falar!!!

Ela diria que todo dia vê aquele homem passar
E que queria muito perguntar se ele ainda carrega algum sonho
Já foi um menor abandonado
Já viveu do tráfico
E hoje só quer sonhar

Ah,praia da Barra
Continue tocando Jazz
Seu ritmo nos pés
E deixe aquele pobre homem passar.

Renée,Vitória e Yasmim.


Meninos de Rua

A pobreza anda vagando
Pelas ruas desertas
Feridas que nunca se curam
Pois estão sempre abertas
Em meio a multidão
Sem rumo
Sem qualquer direção.

À margem da sociedade
Abanmdonados sem piedade
Esperança ainda resiste
Em meio a tantas histórias tristes
Em baixo da ponte,sinaleiras,nas ruas
Onde o frio e a felicidade se acuam
Sob a luz do Sol e a sombra da Lua
Serão essas crianças chamadas
Meninos de rua
Jogados ao léu
Vivem entre o inferno e o céu.

Dianna e Letícia.


Crescendo e Conhecendo

Desde pequeno enfrentei a vida
Já vi tudo que não queria
Já vi gente sendo atingida
Por tudo,até bala perdida.

Desde pequeno lidei com as diferenças
Mulheres negras,mulheres brancas
As executivas e as baianas

O pior é quando a fome chega
Olho para um lado,para o outro
E tudo que mais desejo
É um pão com queijo

Às vezes,fixo um ponto no horizonte
E me pego sozinho pensando
E se eu estivesse estudando?
Será que minha vida seria diferente?

Ana Clara,Gustavo,Juliana e Leonardo.



Fernanda,Larissa e Marcella.


Cristiano e Pedro Dias.



Valter e Giuliano



Matheus Bustamante,Lucas,Christian e Mauro Rocha.



Pedro,Rafael,Luiz e Juan.



Luana,Cynthia,André e Mariana



Arthur,Rogério e Mauro.



Bruna Daltro,Natália,Paula Bandeiras e Marina